A gente não é contra o progresso, a gente é contra a forma como está sendo feito

2018

As imagens aqui reunidas são parte da pesquisa que realizei durante o meu doutorado. Produzidas entre 2012 e 2015, elas convergiram nessa exposição, e buscam, como o título sugere, evidenciar a “forma” como os governos executam as obras de urbanização e mobilidade quando elas passam por favelas e periferias. Alguns locais no Morro da Providência, e em seu entorno na Zona Portuária do Rio de Janeiro, foram comparados por seus moradores e moradoras com as fotografias capturadas em meio a contextos de guerra. Vivendo desde meados de 2011 com as obras do Porto Maravilha eles e elas apontaram para essas ruínas e escombros em sua vizinhança, e disseram “a gente não é contra o progresso, a gente é contra a forma como está sendo feito”. Seguindo esses apontamentos, viemos percorrendo esses locais, olhado para estes “restos” - marcas produzidas concomitantemente às obras na região – buscando as narrativas de trauma e resiliência, de conflito na relação do estado com os sujeitos que aí ainda vivem. Remoções de moradias foram realizadas, ocupações inteiras foram despejadas, uma querida praça no Morro deu lugar a um controverso teleférico, uma linha do VLT segue inacabada. Uma Cidade – agora Olímpica – que segue excludente, desigual, assinalando limites de circulação e qualificando moralmente seus espaços.

:: A pesquisadora recebeu uma bolsa da CAPES/REUNI para desenvolvimento de sua pesquisa de doutorado durante o período de 2010 a 2104.

::Exposição fez parte da seleção do Prêmio Pierre Verger de 2016
http://www.30rba.abant.org.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=418


::Para assistir a exposição, clique na primeira foto abaixo e siga utilizando as setas laterais::

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