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PUBLICAÇÕES

2020

/artigos

As diferentes formas de resistir em um contexto de ameaça de remoção de moradias

As reflexões apresentadas neste artigo são realizadas a partir de uma pesquisa de doutorado sobre os processos de configuração de formas de resistir diante da remoção e ameaça de remoção de moradias na favela da Providência e arredores, no Rio de Janeiro e também nas vilas da região do Morro Santa Tereza, em Porto Alegre, no período de preparação dos megaeventos nas duas cidades entre 2010 e 2016. O objetivo do texto é propor que, diante da precariedade de determinadas populações, repensemos as classificações e as formas de abordagem no campo das resistências. A proposta parte da análise crítica do modo como a noção ou expressão “resiliência” vêm sendo acionada contemporaneamente.

Ayé: Revista de Antropologia

2019

/capítulo de livro

O nome dela é favela: entre origens e pertencimentos, os caminhos da resistência diante da ameaça de remoção de moradias no Morro da Providência, zona portuária do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

Veredas do Patrimônio: Políticas contemporâneas e desafios da experiência / Luciana Chianca e Patrícia dos Santos Pinheiro (Org.). João Pessoa : Editora UFPB, 2019. Pp. 14-36.

2017

/artigo

As múltiplas assinaturas do Estado: práticas do município-réu nos processos de (des)habitação no Rio de Janeiro
 

Inserida na área da antropologia urbana e de uma antropologia do Estado, a pesquisa tem como ponto de partida os processos de reconfiguração e transformação urbana na cidade do Rio de Janeiro nos últimos anos, apontando para um aumento, provocado pelo município, dos deslocamentos forçados das famílias que habitam áreas periféricas e de favelas. Compreendendo esse movimento de (des)habitação como uma prática da governamentalidade na construção de territórios de vulnerabilidade, trazemos algumas reflexões sobre as ações do Estado nestes locais, a partir de um percurso etnográfico pelos processos judiciais de um núcleo especializado da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, o Núcleo de Terras e Habitação, e de um retorno a uma pesquisa anterior na região portuária do Rio de Janeiro.

Revista Etnográfica

2017

/artigo

A (des)habitação enquanto um disciplinamento moral e uma prática de Estado na criação de territórios

Este artigo é resultado de uma pesquisa nos documentos de um Núcleo especializado da Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro, instituição que foi ativa na defesa de grupos de moradores em territórios ameaçados de remoção durante o período de preparação para os megaeventos no município do Rio de Janeiro. O objetivo é, a partir da análise de estratos de Ações Civis Públicas, refletir sobre a existência de uma razão governamental no tratamento desses territórios, compreendendo aqui o Estado em seus múltiplos aspectos, em suas múltiplas “assinaturas”, como propõe Veena Das (2007). Apostamos que a pesquisa nos documentos produzidos para os processos judiciais traga um material relevante para reflexões sobre as dimensões do conflito na gestão da habitação social e na dinâmica que envolve as reformas urbanas em áreas periféricas, apontando-nos também para a tessitura de possibilidades de resistência – nesse caso, pela via estatal – e o esforço em tornar legíveis as tramas que envolvem a construção da opacidade por esferas governamentais nestas localidades.

Anuário Antropológico